Você já teve a sensação de acordar mais cansado do que quando foi dormir, com aquela “fisgada” ou rigidez na parte baixa das costas?

É muito comum que a primeira reação seja culpar o colchão ou o travesseiro. Embora a ergonomia e a superfície onde dormimos sejam importantes, na maioria das vezes, o colchão é apenas uma parte do problema em uma coluna que já está pedindo socorro.

Durante a noite, nossos discos intervertebrais se reidratam e a musculatura relaxa. Se a sua coluna já sofre com desequilíbrios musculares, falta de mobilidade ou má postura durante o dia, esse relaxamento noturno pode revelar inflamações.

O corpo reduz suas atividades e a dor aparece pela manhã com mais intensidade, melhorando conforme você se movimenta ao longo do dia.

Sinais de que o problema não é (só) o colchão:

  • A dor melhora após 30 ou 60 minutos de movimento.
  • Você sente dor mesmo trocando de cama (em hotéis ou viagens).
  • A dor irradia para glúteos ou pernas.

O que fazer?

Colchões costumam ter uma durabilidade de 8 anos em média. Um sinal básico na estrutura do colchão, que está na hora da troca, seria a deformidade.

Já o travesseiro tem uma durabilidade de 2 anos em média. A perda de altura e sustentação do travesseiro é um sinal de que está no momento de troca. Sugiro anotar a data de compra nas etiquetas destes acessórios, para estar em dia com o seu uso!

Antes de sair trocando o colchão ou travesseiro, é essencial avaliar a saúde da sua coluna. Exercícios de mobilidade pélvica e fortalecimento do “core” (centro do corpo) são fundamentais.

A fisioterapia especializada vai identificar se sua dor matinal é um sinal de artrose, discopatia ou apenas tensão muscular acumulada. Procure ajuda se necessário!